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terça-feira, 27 de abril de 2010

Como papai já dizia.

Já fui defensora ferrenha do epirismo. Hoje não, acho que aqueles que conseguem aprender com as experiências alheias são espertos. São aqueles que aproveitam o tempo fazendo novas cagadas, que, por sua vez, servião de exemplo para outros espertos. E assim num ciclo vicioso... até os acertos começarem a aparecer com mais frequência.

Minha ultima tentativa empirica foi com aquela velha frase que os pais sempre dizem: "minha filha, ninguém muda as pessoas".
Decidi dar "a cara a tapa", ir contra um provérbio de pai, peitar as probabilidades.
Não deu certo.
Lógico!
Lição aprendida: "É pai, o negocio é mudar de pessoas!".

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De Guaramiranga para o Inferno.

Subir a serra é ótimo.

Permanecer lá no alto é maravilhoso! Parece que todos os meus problemas ficaram lá em baixo, e de tão pequenos e insignificantes eles não vão me alcançar no alto. De quebra eu ainda me livro do calor, ganho cerveja, pão de alho do alemão, aventura a cavalo e vários casacos lindinhos por R$ 10,00 cada! É verdade!

Descer a serra é um inferno. Parece que a medida que a temperatura aumenta tudo começa a ficar... triste. O calor volta, o trânsito volta, o barulho volta e se você reparar bem seus problemas não subiram a serra pq ficaram aqui em baixo se multiplicando.

Oh céus! E agora?]

Agora se estuda... pq eu aprendi que não se deve perder tempo. Também aprendi que se deve sempre cortar o mal pela raiz e algumas coisas não podem ser deixadas para amanhã. Aprendi, to tentando colocar tudo isso em prática. Ah... a teoria é sempre tão mais fácil!

domingo, 2 de agosto de 2009

Domingo.Noite.Tédio.GripeSuína

Acho que existe uma gripe psicológica.

O irmão de uma amiga minha saiu, voltou doente e está com suspeita.

Durante a semana eu vi essa minha amiga umas duas vezes e, na sexta ela caiu doente.

Nem é nada confirmado, mas bastou ela me ligar pra contar que existia uma suspeita muito grande que o meu nariz começou a escorrer!

Hoje eu acordei mole, com dor de barriga, garganta inflamada, dor no corpo e cheia de catarro (eca!).

Enfim... não sei se é A maldita gripe ou só uma gripe mesmo... só sei que ficar doente era muito melhor na escola, quando faltar não ia te trazer maiores prejuízos e sua mãe sempre vinha oferecer colo e comidinhas gostosas porque você ainda era “criança”

=/

sábado, 1 de agosto de 2009


Ontem eu tive mais uma revelação psicológica sobre uma das minhas futilidades.
Sim, foi como se os muitos e muitos anos de terapia simplesmente dessem certo de uma hora para a outra e você simplesmente passasse a entender o pq de tudo!

Eu nunca gostei de óculos escuros. Pra começar eles fazem com que eu veja tudo com cores diferente, e eu sei que essa é a função dele, mas isso me incomodava profundamente. Depois vinha a coisa mais lógica, se eu não conseguia ver as cores direito eu não conseguia me olhar no espelho e saber se os óculos ficaram bons.

Minha vida toda foi assim, tive esse ódio gratuito por óculos escuros!
Só que é uma burrice absurda você morar em Fortaleza, a cidade da luz, e ser contra os malditos óculos, a não ser que você queira estar cheia de rugas e marcas de expressão aos 25 anos.
Não, definitivamente não é o meu caso.

Me rendi, finalmente assumi minha necessidade pelos safados, mas ainda assim achava que eles não gostavam de mim, não se adaptavam ao meu rosto.

O problema surgiu com aquela máxima do "quem procura acha". Comecei a procurar e achei! achei vários, de várias cores, de vários tamanhos e que me deixavam com várias variações de cara de rica!
E agora eu admito, estou perdendo várias horas do meu dia pra saber de onde eu vou tirar dinheiro pra comprar mais óculos escuros!

É... meu cerebro é um pai, ele me protegeu do meu lado consumista e tentou me salvar da falência criando um ódio gratuito por esses malditos acessórios.
E eu, como toda boa filha, desobedeci meu pai.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Burocraticamente Chato.


burocracia
bu.ro.cra.ci.a
sf (fr bureaucratie) 1 A classe dos funcionários públicos, principalmente dos das secretarias de Estado. 2 Influência e predominância dos funcionários públicos, especialmente dos das secretarias de Estado, no governo do país. 3 Administração dos negócios públicos por hierarquia de funcionários. 4 Qualquer sistema de administração, em que os assuntos são tratados por escrito e dependem da assinatura de vários funcionários. 5 pej Administração com excesso de formalidades.


E qual é a primeira palavra que te vem na cabeça quando você pensa em "burocracia"?
Não sei na de vocês, mas a minha pensa imediatamente em "chatice"! Pensando um pouco mais chega a palavra "demora" pra ficar de mãos dadas com a "chatice".

Mas é assim... tem dias que você acorda e simplesmente precisa pegar uma fila gigante. É lei do tédio, você vai morrer de tédio pq ninguém que trabalha com excesso de formalidades pode trabalhar feliz e de forma eficiente. É tédio gerando tédio!

Nesse exato momento até eu estou pensando que vou escrever mais um texto revoltado por ser mais uma das muitas pessoas que passam 2 horas na fila e não conseguem resolver seus problemas. Mas nem vou... nem vou reclamar (mais) e nem vou descrever os meus momentos de agonia, ou a minha indignação e revolta ao olhar pra cara apática daquela funcionária dizendo que eu perdi 2 horas do meu dia em uma fila pra não conseguir resolver absolutamente nada.

O que me interessa é a fila em si, e talvez a parte que interessa seja bem mais breve que qualquer outra, mas sim... o negócio é a fila, da hora que você chega, tira sua senha e senta pra esperar.

Em uma sala quadrada cheia de gente é fácil observar muitas coisas. Você encontra os grupinhos de amigos que nem estão sentindo o tempo passar, os casais de namorados que conseguem extrair romantismo das horas mais maçantes, as mães que tem que acompanhar os filhos ou os filhos que tem que acompanhar os pais, e os solitários que ficam exibindo suas respectivas caras de tédio, seja gastando crédito do celular ou tirando um cochilo com a cabeça apoiada na parede. Mas de todas essas pessoas, sem dúvidas, as melhores de se observar são os velhinhos!
Sim... pq os velhinhos vão ser os únicos a conversarem com você! Eles não tem vergonha de pedir informação e nem de elogiar sua blusa pra puxar assunto. Os velhinhos são aquelas pessoas simpáticas que consegue extrair o tédio de uma fila, alguém com quem você pode se distrair e nessas horas vale até procurar por eles e ceder gentilmente o seu lugar na cadeira (na fila nunca!) e ficar por perto batendo aqueles "dois dedinhos de prosa"

A questão é... será que isso é uma coisa inerente da velhice ou algo que era comum nas gerações passadas?!
Sim... pq se for algo inerente das gerações passadas é muito triste! Isso significa que daqui a muitos e muitos e muitos (muitos mesmo!) anos, quando eu ficar velha e tiver que enfrentar uma fila vou ter que morrer de tédio, pq todos os velhinhos que vão estar nela serão antipáticos e completamente fechados para os "dedinhos de prosa" das filas! E se os jovens de amanhã evoluírem como um prolongamento dos jovens de hoje eles vão bater nos velhinhos que tentarem conversar!

Melhor me filiar a teoria de que é algo inerente a idade. Você vai ficando mais velho, sabe que é chato esperar em filas e o melhor jeito de passar o tempo é conversando com alguém de outra geração, so pra ver "qualé" a dessa moçada jovem.

Pessoalmente eu acho que a nossa geração decepciona bastante as gerações anteriores. Sim, isso pq nessa mesma fila demoníaca que eu tive que pegar aconteceu de eu realmente ter que ceder o meu lugar a uma senhora. Além de ter sido a única a oferecer o lugar eu ainda receber mil elogios sobre a minha educação. Eu não sei na cabeça de vocês, mas ceder lugar a uma senhora de idade é a coisa mais normal do mundo, só que eu acho que estão esquecendo disso, ou pior! estão ignorando!

Sério minha gente, duas coisas: sejam educados com os mais velhos, e em uma fila, por mais que seja difícil, tente ser simpático e procure outro pobre coitado pra conversar com você.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E o fim é so o começo.

No direito a gente aprende que "processo" é uma série de atos que visa conseguir um resultado. Ou algo assim.
Minha intenção nunca foi fazer esse blog de diariozinho de menininha. Mas intenções, muitas vezes, não valem nada.
Hoje eu colo grau, e quando eu penso nisso a palavra que pipoca na minha cabeça, sem dúvidas, é "processo"... colar grau é só mais um dos muitos atos que vai me render algum resultado que eu ainda não sei qual é.
É engraçado, a gente passa a vida tentando se superar, sim pq nessa vida de merda quanto mais o tempo passa maiores são os desafios... pelo menos essa é a lógica.
A oitava série é muito mais difícil que a sétima e o terceiro ano é bem pior que o primeiro e o segundo juntos!
O vestibular nem se fala, né? Quem angustia absurda! Principalmente pra quem estuda e tem algum senso de responsabilidade (não foi o meu caso!).
Daí você descobre o mundo mágico da faculdade. Lógico que esse conceito de mágica varia de acordo com o ponto de vista. Para alguns a mágica está em estudar alguma coisa que vai realmente ser útil para a vida, num mundo de possibilidade que se abre, no emprego ou estágio que vai conseguir e pra grande maioria a mágica acontece em botecos sujos, com cerveja barata e a possibilidade de ter até 25% de falta sem que a coordenadora ligue para sua mãe!
Só que um dia a faculdade acaba e você precisa enfrentar a triste realidade: vou ter que trabalhar pra conseguir bancar a vida de alcoólatra que eu passei 4 anos cultivando!
E essa vai ser a minha triste realidade de segunda-feira... sim... pq hoje é sexta, eu colo grau... e o final de semana vai ser de festa pra colocar em prática e comemorar tudo que eu aprendi em quatro anos de botecos sujos e aulas chatas!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Wishlist!

Recebi um desses selos que me mandava fazer uma lista com 8 coisas que eu queria fazer antes de morrer.
Enfim... vocês devem conhecer as regras: faça um post com essas 8 coisas e indique 8 blogs pra fazer o mesmo! Eu não sou adepta de correntes... passou por mim eu quebro mesmo. Mas a idéia de fazer uma Wishlist nem é tão ruim.

1. Tocar gaita em uma banda de blues

2. Tocar gaita com o Jefferson

3. Aprender a tocar piano, mas so por hobbie.

4. Viajar só de mochila nas costas e sair perdida, conhecendo mil lugares e infinitas pessoas bizarras!

5. Ganhar dinheiro escrevendo criticas de livros.

6. Me apaixonar sem sofrimento.

7. Ter uma biblioteca gigantesca!

8. Ter uns 2 filhos

9. Morar em uma casa com gramado, gatos e dalmatas.

10. Ter um maridinho legal que beba a última cerveja comigo na varanda antes de dormir.

11. Mais tatuagem

12. Saltar de para-quedas (classico!)

13. Ser atriz de seriado americano (hahaha quero nada, né!)

14. Tabalhar com teatro.

15. Voltar pro ballet

16. Ser entrevistada pelo Jô

17. Ter um aquario de sapos

18. Dublar desenho animado!

19. Morrer sozinha e me sentir feliz assim mesmo.


E vocês?

sábado, 25 de abril de 2009

Morte Anunciada

Minha psiquiatra, que por sinal é uma senhora fantástica, me mandou fazer um exercício: enumerar as melhores e as piores coisas que já aconteceram na minha vida.

Lógico que eu podia passar horas escrevendo uma série infinita de acontecimentos bons e ruins, mas esse não deve ser o objetivo da pergunta. A questão é saber se o bom supera o ruim, se a vida vale a pena.

Infelizmente a resposta não é tão simples quanto a vida, que afinal é de uma simplicidade assustadora quando se pensa sobre ela. O complicado é conviver com aquilo que a gente sente, é fazer o que é realmente certo, o que vai resultar em crescimento, que vai nos levar a algum lugar... complicado e trabalhoso.

A vida é uma balança desregulada. A gente se acostuma a ganhar e tem uma dificuldade danada pra aprender a perder, abrir mão e deixar as coisas pra lá. Convenhamos, nada na vida é perpétuo e as coisas boas então nem se fala. A gente nasce, passa a vida se apoiando na família e um dia qualquer sua mãe está doente e o seu pai é morto num acidente de carro. São anos aprendendo a confiar nos amigos que muito provavelmente vão nos decepcionar, você vai se decepcionar. São horas gastas em relacionamentos e lágrimas perdidas em sofrimento pra que depois de um tempo você perceba que na verdade nada adiantou, você continua fazendo errado e continua aceitando o errado. Aprender é difícil.

No fundo os sentimentos ruins, as coisas ruins, aquelas que te dão rasteiras tem um peso muito maior na balança que as coisas boas, as simples, as corriqueiras.
Hoje eu terminei de ler um daqueles livros que deixa saudades de tão bom, sabe? Daqueles que dão pena de ler a ultima página simplesmente porque você não quer que o livro termine e durante alguns poucos dias vai fazer falta ter aquelas paginas como companhia. Em alguns anos, em alguma mesa de bar, vou me lembrar desse livro, fazer um comentário positivo, talvez até interrompa uma leitura nova pra reler o antigo, mas acaba ai, o assunto na mesa vai continuar e a noite vai terminar depois de horas de papo furado. Hoje eu recebi uma carta dessas que causam ânsia de vomito. Em alguns anos existe uma grande probabilidade da ânsia voltar e eu estragar a minha noite de papo furado no bar com os amigos quando eu lembrar das exatas palavras dessa carta.

São anos de dedicação que você gasta para construir uma família, criar os filhos, deixar o companheiro satisfeito e todos esses anos evaporam por uma traição corriqueira, ou por várias traições constantes. E o que as pessoas fazem? Se afundam no rancor, ficam amargas, lamentam por todo o tempo gasto em uma instituição falida.

Quem nunca desperdiçou tempo em causas perdidas? A esperança, que de inicio, é um sentimento muito bonito vira desperdício. Os valores acabam se invertendo e o que pesa mais na balança é o que menos serve pra gente.

Mas e ai? A teoria da vida é muito fácil. Chore suas mágoas até faltar ar, respire fundo e jogue tudo fora com o devido respeito. Esqueça seus fantasmas. Lembre de todas as coisas boas do seu ex-marido, procure um novo, se ame e não feche os olhos pra traições, dê valor ao que merece valor e talvez assim as cartas que causam ânsia de vomito parem de chegar. Muito bonita a teoria.

Na pratica nos temos todos esses sentimentos que, muitas vezes, impedem a gente de fazer o certo. Talvez o pior deles seja o sentimento de solidão. Não sei por que pessoas têm uma dificuldade enorme de aceitar a solidão e fazem muitas bobagens por medo dela. No fim as únicas pessoas que não acabaram sozinhas foram os velhinhos de “Diário de uma paixão” porque graças a visão romântica de quem inventou a história os dois morreram juntos. Na realidade nem eu acredito nisso, sempre se morre sozinho, desperdício de linha falar desse filme. O certo é que a gente precisa achar dentro da gente o necessário pra viver porque no final das contas a vida é um saco, existem infinitas coisas que vão te derrubar e uma vez no chão, todo machucado e sem ninguém por perto pra te dar apoio suficiente, levantar fica difícil, os machucados doem.

A ex-mulher do meu pai tinha o hábito de levar meus irmãos e eu ao teatro. Eu era pequena mas lembro até hoje de um dos atores que sempre trabalhava nas peças. Anos depois eu descobri que esse ator estudava na mesma escola que eu e começou a trabalhar como professor de teatro justo na hora que eu resolvi fazer aulas de teatro. Coincidências. Esse ator fazia pedagogia e um dia, estudando pra uma prova, ele leu uma passagem pra mim que falava sobre o homem. “O homem é o conjunto das suas ações”, eu devia ter uns 15 anos e nunca esqueci dessa frase, foi nesse dia que eu percebi que não importa o que a gente sente, você é aquilo que você faz e foi nesse dia que eu percebi que sentir é simplesmente algo que atrapalha. Sim, eu viveria muito melhor com minha consciência e uma baita indiferença generalizada. Você pensa “que triste!” e eu penso “não sei como é isso.”

Acontece que o homem é aquilo que ele faz, e eu, por sorte, tenho controle das minhas ações, eu decido o que é melhor pra mim e eu decido simplesmente atropelar meus sentimentos que passam a ser passageiros na marra. É assim que se deve viver, aproveitando, pensando, tentando fazer o melhor, sem depender de ninguém e evitando os extremos.

A pergunta da minha psiquiatra tem uma resposta bem direta, pelo menos pra mim.
Viver não vale a pena, nunca valeu até agora, e se eu soubesse que acaba hoje e pudesse escolher decidiria não nascer, simples assim, sem pensar duas vezes. Mas e ai? Ai que a vida ainda não acabou, alguns livros melhoram do meio pro fim e eu continuo levando a história pra frente. Eu, minha consciência e minha armadura quebra-galho de indiferença.

domingo, 19 de abril de 2009

Direito do Consumidor

Eu tinha um ritual com uns amigos: todo santo domingo a gente ia no drive thru do Mc Donalds, e ficava comendo e fofocando no estacionamento. O Mc Donalds tinha um ritual: todo santo domingo quando eu e meus amigos iamos lá o nosso pedido vinha com algum defeito, as vezes faltava carne, sanduiche vinha sem verdura, esqueciam a batatinha... enfim... SEMPRE vinha com defeito!

A minha relação com homens é exatamente a mesma relação que eu tinha com o Mc Donalds. Eles SEMPRE chegam com defeito!

Começou na alfabetização, tudo que eu queria era um "namoradinho" bonitinho que copiasse o que a professora escrevia na lousa pra mim. Achei! Ele era lindo, loirinho, olhinho claro, todo fofo e sempre copiava as coisas pra mim. Até que um dia ele resolve me colocar contra a parede:
- Olha... so vou copiar se tu quiser namorar comigo!
Lógico que eu aceito! Era tudo que eu queria! Mas na mesma hora o defeito apareceu. O botão de "forward" do menino tava emperrado e imediatamente ele pulou em cima de mim e tentou me beijar! Logicamente eu fiquei assustadissima! Com cinco ou seis anos de idade a última coisa que eu queria era beijar um menino! Eca! Foi o fim.

Na minha época, com 15 anos as meninas começavam a ficar, de fato, com os garotos. Comigo demorou um pouco, eu estava com quase 17 e tudo que eu queria era um fica ocasional, só pra ver como era, pra ser fútil, me enturmar nesses assuntos. Um dia eu sai de casa e encontrei um garoto interessado em tirar meu "BV". Fiquei com ele. Menino aparentemente esperto, mais velho, entrando na faculdade, boa família, bebia, tinha barba e pediu pra me dar um beijo! Perfeito, não? Não! Trinta minutos depois do beijo eu descobri que a função "apego" do cidadão estava completamente descontrolada! Ele me pediu em namoro depois de uns 40 minutos de ficação tediosa. No dia seguinte, quando eu chego em casa e recebo os 6 recados que ele deixou ficou bem claro que ele já estava destituído do bom senso também. Foi o fim.

Uns dois anos depois eu começo a querer alguém que sirva pra namorar, sabe? um carinha companheiro que goste das mesmas coisas que eu e mimimi. Encontro um no carnaval! Lindo, barbudinho, físico, professor, inteligênte, engraçado, sorriso cativante! Ai ai. Com dois meses eu vi que os parafusos dos conceitos dele vieram trocados! Ele achava que legal era ter uma mulher mandona e controladora e infelizmente eu sou uma dessas boazinhas inveteradas que compreende e suporta mas detesta empurrar! Foi o fim.

Nessa altura do campeonato você começa a abusar do drama e pensar que nunca vai achar ninguém direito. Lógicamente eu não esperava achar um homem perfeito, eu sei que existem defeitos e sei que todos temos defeitos, mas é como a gente aprende no direito: existem defeito e DEFEITOS! Se você compra um boi reprodutor e ele vem sem orelha tudo bem, da pra continuar com ele, agora se o boi vem sem as partes indispensáveis para reprodução o jeito é pedir devolução!

A vida continua. A fila anda, e nela eu encontro mais um candidato. Menino bacana, recheado com todas as qualidades que eu procuro em todo homem e ai pimba! Aparece o defeito! Esse tinha problema no relógio, como o dele era parado ele achava que o meu também era e eu ia ficar ali parada no tempo esperando por ele. Não foi o caso. Na mesma fila eu encontrei outro, do mesmo lote inclusive. Depois do fim foi ótimo, ficou tudo entre amigos e hoje nos somos melhores amigos. O que eu encontrei depois também tinha defeito, o sistema dele era movido a fumaça. Não deu certo, foi o fim.

Ai veio o ex... ai ai o ex!
Um belo dia eu bato na porta de desconhecidos precisando de ajuda: alguém com geladeira e fogão pra gelar minhas cervejas e esquentar minha pizza. É ai que o ex abre a porta. Pança pra fora, chapéu na cabeça, cigarro na mão, barba mal feita e um sorrisinho convidativo, em menos de 20 minutos de conversa eu já sabia que ele tinha o nome no SPC e um nariz quebrado por ter batido, propositalmente, um carro no poste. Tem como não apaixonar? Lógico que tem! Voltei pra casa rindo com aquele pensamento de "acabei de ganhar uma noite divertida e uma ótima história pra contar" e esqueci completamenta da existência daquele cidadão por pelo menos uns 3 meses.
Problema é que três meses depois a gente começou a conversar e ai o negocio desandou. Os defeitos até foram aparecendo, mas como esse tipo de mercadoria é exclusiva e eu gostava muito desse ficava dificil dar um fim. Eu ignorava os problemas que ele tinha com compromisso e não ligava de ter o botão de "auto-destruição" desprotegido podendo ser ativado a qualquer momento. Até que o DEFEITO apareceu. A memória dele não foi formatada, a ex não foi esquecida e depois de seis meses ele resolve fazer o caminho até a casa dela no lugar de vir pra minha. Ai foi, realmente, o fim.

Um pouco antes de voltar a vida de solteira eu estava num bar conversando com uma amiga sobre homens e ela começou a falar que os mineiros eram otimos. Rapazes descentes que não gostavam de ficar enrolando mulher, sabe? bem do estilo "sou pra casar!". Dai eu solto o maldito comentário "Ai amiga, queria um mineiro!". Foi só ficar solteira que aparece o mineiro e bastou conhecer pra ver os defeitos. O mineiro tinha problema na "carcaça" que iludia qualquer pessoa, você olhava pra ele e chutava uma idade e ele tinha 20 anos a mais. Ai você pensa "e isso é defeito?" e eu respondo: "Lógico que é! quando você pensa que pode vir a ficar com um menino achando que ele tem uns 20 anos e descobre que na verdade ele é um coroa de 40 isso passa a ser um grande defeito!". Isso sem mencionar os problemas com a língua frouxa que impediam ele de passar cinco minutos calado e o radar que por ser de última geração possibilita ele de te seguir pra qualquer lugar!

Enfim... meus homens sempre chegam com defeitos... e hoje, completamente destituida da esperança de achar um que funcione bem eu devo dizer duas coisas:
1. As vezes, não sempre, mas as vezes, é melhor reclamar do que chorar.
2. Vibradores com defeitos são facilmente trocados ou simplesmente substituídos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Assim falava F. Nietzsche


Nenhum ser humano deveria morrer antes de ler Nietzsche. Pelo menos é o que eu acho. Acho que o bigodudo tinha uma inteligência ímpar que deve ser admirada por todos mesmo.

Minha decisão de começar com o blogger foi pra escrever bobagens cotidianas e como últimamente meu cotidiano está recheado de recalque e amargura decidi escrever sobre uma coisa que eu venho pensando faz tempo.

"Ecce Homo" foi o primeiro livro de Nietzsche que eu li e nele ele escreve:
"A mulher é indizivelmente mais má do que o homem, e também mais esperta; a bondade na mulher já é uma espécie de degeneração..."

Tendo isso como verdade e partindo daí como principio fica muito claro o pq dos homens gostarem tanto de mulheres más! Sim, lógico... as boas são degeneradas!
Você olha pra uma dessas mulheres que tratam homens como verdadeiros vibradores economicos (pq não usam pilhas) e pensa: "depravada!" mas na verdade a depravada, corrompida e degenerada é você, boazinha maldita que estava ali, olhando pro cara e vendo uma pessoa, querendo o melhor pra ele e mimimi.

É como eu sempre digo... tudo depende do ponto de vista, não?